Lobisqüera, personagem do Rincão de Gaucheria, uivando para a lua no pampa
Sobre o projeto

O Rincão de Gaucheria

Um território ficcional onde a cultura gaúcha ganha novas histórias, personagens e jeitos de olhar para o presente.

Entre coxilhas, estrada de chão, bolicho, campo e moradores que parecem familiares, o Rincão transforma memórias, costumes, expressões e situações do cotidiano em um universo autoral de humor e identidade.

Um lugar que não precisa estar no mapa para parecer familiar

O Rincão de Gaucheria é o território onde vivem grande parte dos personagens e onde acontecem as histórias da Gaucheria.

É um lugar imaginário, construído a partir de referências muito reais do Rio Grande do Sul. O pampa, a campanha, a fronteira, as pequenas cidades do interior, as charlas de bolicho e aquelas figuras que todo mundo jura já ter conhecido em algum lugar fazem parte desse cenário.

A localização exata não importa. O que importa é o reconhecimento.

A Gaucheria não precisa existir no mapa para parecer familiar.

Onde tradição encontra o presente

No Rincão, a cultura gaúcha não fica parada no passado.

As raízes estão presentes nas paisagens, no vocabulário, nos costumes e no jeito dos moradores. Notícias, tendências, tecnologia, moda, comportamento e assuntos que circulam pelo mundo também atravessam suas fronteiras.

Quando isso acontece, tudo ganha uma interpretação própria.

É assim que o Rincão se torna um lugar vivo, um universo em que a tradição encontra o presente sem perder a personalidade.

Os moradores do Rincão

Cada personagem carrega um jeito próprio de viver, falar, se relacionar e enxergar o mundo. Juntos, eles formam um elenco que expande o universo da Gaucheria a cada nova história.

Carniça

Dono do Bolicho do Carniça, é uma das principais âncoras do Rincão. De poucas palavras, pragmático e imperturbável, trata até as situações mais absurdas como se fossem absolutamente normais.

Véia Gumercinda

Costureira do povoado e anciã disruptiva do pampa. Aos 72 anos, mistura indumentária tradicional, tendências contemporâneas e alta-costura pampeana com uma confiança impossível de abalar.

Castelhano Guacho

Fanfarrão, teatral e galanteador, transforma qualquer situação em espetáculo. Seu portunhol performático e seus autoelogios fazem dele uma das presenças mais barulhentas do Rincão.

Borracho

Observador, econômico e sempre pronto para desmontar as histórias grandiosas do Castelhano Guacho com poucas palavras, uma resposta simples ou apenas um olhar.

Lobisqüera

Conhecido como o Cão de Gaucheria, é uma figura lendária que vaga pelas coxilhas e estradas do Rincão. Assustador à primeira vista, mas marcado por uma história melancólica e por uma ligação profunda com o lugar onde nasceu.

Cassiana

Jovem do Rincão, delicada e nada ingênua diante das investidas do Castelhano Guacho. Sua pouca paciência costuma ser o melhor contraponto para o excesso dele.

Aureliano

Guardião das palavras, expressões e curiosidades da linguagem regional. É quem mostra que o vocabulário gaúcho também carrega memória, humor e história.

Amaranto e Quitéria

Amaranto apresenta o Jornal do Rincão com toda a seriedade de um telejornalista. Quitéria vai a campo conversar com os moradores e cobrir acontecimentos que raramente caberiam em um noticiário convencional.

Gremilda

Gremilda é uma das figuras mais tímidas do Rincão. Para disfarçar a timidez, costuma andar com o dedo no nariz, um hábito que acabou se tornando uma de suas marcas mais reconhecíveis.

Martinzito

Martinzito é um dos guris do Rincão, sempre atento ao que acontece à sua volta e pronto para descobrir, interpretar ou se meter nas situações mais inesperadas do povoado.

Fidelço

Figura peculiar do Rincão e inspiração involuntária para a paixão platônica de Gumercinda, depois de carregar uma ovelha nas costas com uma elegância que só ela conseguiu enxergar.

Lugares onde as histórias acontecem

O Rincão é feito de espaços que ajudam a contar suas histórias.

As coxilhas guardam lendas, passagens e aparições inesperadas. As estradas de chão levam para onde a história precisa ir. O campo é cenário de trabalho, convivência e situações improváveis.

O Bolicho do Carniça é o principal ponto de encontro do Rincão.

É no balcão do bolicho que as notícias chegam, as conversas começam, os personagens se cruzam e muitas histórias tomam rumos que ninguém poderia prever.

Histórias que seguem crescendo

As histórias do Rincão acontecem em quadros recorrentes e também em situações independentes.

Aureliano Explica

Palavras, expressões, origens e curiosidades do vocabulário regional, apresentadas com leveza e personalidade.

Jornal do Rincão de Gaucheria

Amaranto na bancada e Quitéria em campo. Um telejornal sério para cobrir acontecimentos que só poderiam acontecer no Rincão.

Charla com o Carniça

Conversas no balcão do bolicho, conduzidas pelo jeito seco, seguro e imperturbável do Carniça.

Na Moda com a Gumercinda

A alta-costura pampeana na visão de quem sempre esteve alguns passos à frente, mesmo quando o resto do mundo ainda não percebeu.

Além dos quadros, o Rincão cresce nas histórias entre seus moradores. Estão ali as tentativas do Castelhano de impressionar Cassiana, os comentários do Borracho, as aparições de Lobisqüera, as descobertas do Martinzito e tudo o que pode acontecer quando esses personagens se encontram.

Um universo autoral em construção

O Rincão de Gaucheria não é um universo fechado.

Cada personagem pode revelar uma nova camada. Uma conversa pode criar uma relação. Uma expressão pode virar história. Uma notícia pode chegar ao Rincão e ganhar outro significado.

A Gaucheria parte da cultura gaúcha para criar algo novo a partir dela.

Não para substituir a tradição, mas para continuar falando sobre ela de um jeito vivo, atual e cheio de identidade.

É raiz com visão de futuro.

Apoio:

  • Vilage

Conheça a história da Gaucheria

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